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Desafios da adoção interracial (e internacional)

Foto do escritor: Maria Cristina Pantoja
Maria Cristina Pantoja
14 de set.
2 min de leitura

O maior desafio de uma adoção interracial não é a adoção em si, e sim como a sociedade lida com as diferenças. 


No Brasil, a maioria das crianças que esperam por adoção é preta ou parda, e grande parte dos pretendentes querem crianças brancas. Por isso, quem se abre à adoção interracial costuma esperar menos tempo.


O trabalho de verdade começa em casa: a criança vai crescer ouvindo perguntas e, mais cedo ou mais tarde, vai enfrentar racismo. Por isso,recomendamos que você não finja que a cor não importa. O ideal é o contrário: valorizar a identidade racial da criança, cuidar bem da pele e do cabelo, oferecer referências (pessoas, livros, brinquedos) com as quais ela se identifique, garantir convívio com outras crianças e adultos negros, e falar sobre racismo desde cedo.


Vale preparar também avós, tios e amigos próximos, porque comentários inadequados costumam vir de dentro da família mesmo antes de qualquer estranho.


Na adoção internacional, esse desafio racial ainda vem somado ao cultural: a criança traz uma história, um país e, às vezes, um idioma que merecem ser celebrados e respeitados, nunca apagados.


Sob a ótica da criação da criança/adolescente, em si, os desafios são exatamente os mesmos de todos os pais e mães do mundo, sejam famílias constituídas por adoção ou não. Dependendo da idade da criança/adolescente vindo do exterior, é normal que haja uma adaptação da criança ao português – mas como toda criança é uma esponja, essa adaptação é muito rápida.


Além dos aspectos mencionados, existem desafios de ordem prática em uma adoção internacional, a começar pelos custos adicionais. Ou seja, é mais rápido do que o processo no Brasil, mas ao mesmo tempo é dispendioso. Ao contrário do Brasil onde o processo é gratuito, uma adoção internacional conta com gastos da viagem, da hospedagem, de exames de saúde e dos honorários dos advogados do país de origem da criança.


Se você tiver qualquer dúvida adicional, entre em contato com o Aldeia Baobá!


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