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Cursos de preparação para adoção: por que todo candidato é obrigado a participar?

Foto do escritor: Maria Cristina Pantoja
Maria Cristina Pantoja
14 de set.
1 min de leitura

Os candidatos à adoção no Brasil precisam fazer um curso para serem habilitados formalmente a adotar. É uma espécie de preparação para a maternidade/paternidade. 


Nesse curso os adotantes trocam experiências e aprendem quais são os principais desafios da maternidade e da paternidade. Além disso, algumas questões, como a formação de famílias interraciais e diferentes tipos de famílias são tratadas com maior profundidade. 


Esses cursos são oferecidos pela sociedade civil e são gratuitos. Neles, você participa de reuniões presenciais e, depois de completar o curso (que geralmente dura 4 meses), começa finalmente o processo judicial de habilitação para a adoção.


Entendemos que o curso derruba tabus, esclarece termos, situa os candidatos na realidade que poderão enfrentar. Quando o filho chegar, os pais e mães terão mais ferramentas para lidar com o novo momento da família.


Já nos países não signatários da Convenção de Haia, é pouco comum haver cursos. Mas, apesar de não ser obrigatório, ter um grupo de apoio, conversar com pessoas que passaram pela mesma experiência, é fundamental para ajudar no “antes” (quando a adoção começou e os pretendentes ainda não foram ao encontro da criança), no “durante” (fase da convivência e da permanência no país de origem da criança) e no “depois” (quando a criança chega ao Brasil e a fase de adaptação se inicia). 


O Aldeia Baobá funciona como esse grupo de apoio em todas as fases desse processo.


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