
A Aldeia Baobá é um instituto criado em 2024 por três famílias com o objetivo de acolher, apoiar e fortalecer quem constrói sua história por meio da adoção. Nascemos para ser uma entidade que incentiva e apoia famílias que pretendem seguir esse caminho.
Escolhemos esse nome por causa do ditado africano que diz que “é preciso uma aldeia inteira para se criar uma criança”. E porque o baobá é a árvore da vida, a árvore símbolo de Serra Leoa, país de onde vieram alguns de nossos filhos.
Sim, na origem éramos três famílias formadas por meio da adoção internacional, mas ao longo do tempo ampliamos as conexões e o olhar. Hoje, temos filhos também nascidos no Brasil. A partir deles, criamos caminhos para discutir outros temas relacionados, como a adoção no Brasil e os desafios das famílias inter-raciais, bem como unimos forças para combater o racismo, reconhecer privilégios brancos e valorizar o poder da negritude em todas as suas formas. Só assim nossas crianças poderão crescer juntas, em um ambiente de representatividade e pertencimento.
Sabemos o quanto é valioso dividir experiências e informações na criação dos nossos pequenos. Por isso, a Aldeia Baobá se fortalece como um espaço de apoio mútuo, um lugar de amor, amizade, trocas, aprendizados, escuta ativa, letramento, enraizamento e muitas dicas práticas – sempre com afeto e respeito às nossas histórias.
Acreditamos de verdade que “é preciso uma aldeia para criar uma criança”. E o Instituto é nosso convite para construirmos essa aldeia, juntos.
QUEM SOMOS
NOSSO LUGAR DE FALA
O Instituto Aldeia Baobá é uma entidade sem fins lucrativos idealizado e fundado por: Patrícia e Bruno (e sua filha Frida), Adriana e Luciana (e seus filhos Maria Vitória e Samuel) e Tina e Alê (e sua filha Maya). Ao longo do nosso caminho, outras pessoas valiosas se juntaram a nós, como a Letícia (mãe do Vini) e a Ana, (mãe do Pedro).
Nós somos mães, aliadas mulheres comprometidas com a luta antirracista e com um futuro mais justo para todas as crianças.

Patricia vive no Rio de Janeiro (RJ) com o marido, Bruno, e a filha, Frida. Administradora e consultora na área de gestão, acredita no poder da organização, do diálogo e do trabalho coletivo. A adoção sempre fez parte de seu projeto de maternidade e, após longos anos de espera no Cadastro Nacional de Adoção, a adoção internacional tornou-se o caminho para a formação de sua família. Na Aldeia Baobá, encontrou um espaço de transformação, aprendizado e troca, onde busca contribuir ativamente para a construção de mudanças positivas, acolhendo experiências e esperança, um dia de cada vez.

Adriana é jornalista, carioca e casada com Luciana. As duas moram na Urca, no Rio de Janeiro, com os filhos Samuel, de 7 anos, e Maria Vitória, de 13. Trabalhou como repórter nos principais jornais do Rio e, depois, seguiu para o mundo corporativo. Pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação, tem a adoção como projeto pessoal e de vida e compartilha sua experiência para quem busca esse caminho para a parentalidade. Mãe de duas crianças pretas, Adriana encontrou na Aldeia Baobá um espaço seguro de acolhimento, aprendizado e luta permanente contra o racismo em todas as suas formas.

Maria Cristina Pantoja, a Tina, é advogada carioca e adora o que faz. É casada com Alê e mãe de Maya. Com a chegada da filha, seu mundo se ampliou imensamente e de maneira definitiva. Ao lado de outras famílias, fundou o Instituto Aldeia Baobá para trazer luz às adoções internacionais. O nome foi inspirado no ditado africano que afirma ser necessária uma aldeia inteira para criar uma criança. Também homenageia o baobá, conhecido como árvore da vida e símbolo de Serra Leoa, país onde Maya nasceu. Para Tina, o instituto representa acolhimento, aprendizado e esperança compartilhada.

Ana é jornalista, carioca, casada com Gustavo e mãe de Pedro, que chegou pela adoção. Criada na Zona Norte do Rio de Janeiro, só compreendeu as dimensões do racismo bem mais velha. Trabalhou na assessoria de comunicação da Sociedade Brasileira de Pediatria e no Canal Telecine, até escolher a vida acadêmica e realizar o sonho de ser mãe. Doutora em Comunicação Social, pesquisa questões raciais e identidade brasileira, tendo a luta antirracista como princípio para construir uma sociedade mais justa e um mundo melhor para todas as crianças, especialmente as negras, que tanto sofrem com o racismo.

Letícia mora em Blumenau (SC), é casada com Rafael desde 2013 e mãe de Vinícius desde 2023. Trabalha como jornalista há mais de 20 anos e possui especialização em Estudos Literários e Gestão de Projetos. Também é pós-graduada em Relações Étnico-Raciais. Letícia e Rafael encontraram no processo internacional de adoção uma possibilidade para ampliar a família. Na Aldeia Baobá, encontraram um espaço seguro de aprendizado, desabafos e trocas enriquecedoras - um lugar onde podem caminhar ao lado de outras famílias adotivas nesse importante percurso.
O QUE
FAZEMOS?
PARTICIPAMOS DE EVENTOS
Famílias não tradicionais, adoção internacional, racismo, cuidado respeitoso na infância e as vivências da população negra no ambiente de saúde foram alguns dos temas debatidos na mesa redonda "Papo Carioca", que no último congresso da Soperj (Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro), em agosto de 2025, que contou com a participação da advogada Maria Cristina Pantoja e da jornalista Adriana Castelo Branco.
As duas representaram o Aldeia Baobá e falaram para pediatras sobre a importância de ter um cuidado muito especial com crianças que são adotadas, muitas sem históricos de pré-natal, vacinas ou exames nos primeiros meses de vida. Além disso, abordaram as dificuldades de mães que adotam em poder tirar licença maternidade e ainda verem seus filhos serem obrigados a conviver na escola com efemérides sociais ultrapassadas como Dia dos Pais e Dia das Mães, que invariavelmente deixam nossas crianças fora do contexto em que vivem. O racismo foi um dos temas que causou comoção na plateia.


ORAGANIZAMOS CONVERSAS
Um dos momentos mais ricos do Instituto Aldeia Baobá foi quando ele ainda dava os primeiros passos enquanto organização. Em 2025 tivemos o grande prazer de conhecer a Professora Bia — educadora, palestrante e autora de um material afrocentrado inovador, desenvolvido especialmente para valorizar a autoestima, promover o letramento racial e contribuir com uma educação antirracista verdadeiramente transversal.
A Professora Bia é autora do material Afrobeto. Ela é mestre em Educação, doutoranda em Dança e voz fundamental na construção de práticas pedagógicas antirracistas. Seu material didático é lúdico, inteligente e potente — usado como recurso para introduzir referências negras positivas, refletir sobre a real diversidade racial e construir caminhos mais saudáveis de aprendizado e identidade para as crianças — e também para nós, como educadores, pais e cuidadores. A roda de conversa nos mostrou as possibilidades de repensar, melhorar e enriquecer os materiais didáticos e auxiliares
das crianças — seja em casa, na escola ou na comunidade.
PROMOVEMOS ENCONTROS
Há pelo menos 4 anos, um grupo de 60 famílias que escolheram a adoção como forma de parentalidade se encontram com suas crianças para dividir conquistas, frustrações, dores e alegrias. Em comum eles compartilham, além da histórias sobre adoção, a origem biológica de seus filhos.Todas nasceram em 2 países da África: Serra Leoa e Malawi, e em comum trouxeram de lá a cultura e a identidade africanas reveladas em seus pequenos corpos pretos, que a cada ano ganham uma força e uma expressão admiráveis.
Sim, os pais e mães que acompanham os pequenos africanos já notaram que entre eles existe uma conexão e que eles se reconhecem, juntos em cor e sentimento. Todos viraram irmãos, primos, muito mais que amigos.
E foi no encontro de 2025 em Teresópolis, que o Aldeia Baobá foi lançado oficialmente e nasceu para se tornar um ambiente seguro, criado para, além de apoiar a adoção, ajudar a diminuir as desigualdades e combater o racismo.



MINISTRAMOS FORMAÇÕES & CONSULTORIAS
Prestamos consultoria para escolas com foco em valorizar potências negras por meio da literatura infantil. Contribuímos para escolha de livros que entreguem mais do que protagonismo negro, provocamos reflexões sobre práticas pedagógicas, construímos caminhos para uma educação realmente antirracista desde a primeira infância. Além de treinar professores e sensibilizar direção e coordenação, também levamos atividades práticas com os alunos para a sala de aula, ajudando a apontar caminhos efetivos.
